Tive vontade de escrever algo que não seja só para vestibular, minha sobremesa de hoje vai ser isso, com queísmo; repetição; falta de conectivos e tudo mais. Às vezes
Não quer dizer que eu virei algum tipo de "emo" ou poeta romântico do século XIX. Só quero que tudo isso passe logo, pois quando as coisas voltarem a ser diferentes eu também quero ser diferente, mas diferente de agora. Ser igual ao que eu era no passado. Algo praticamente impossível, mas vou tentar, porque se não der pra ser igual, buscarei então, ser melhor.
Ainda não sei do que foi feito dos meus amores. Acredito que os guardei em uma caixa preta trancada, trancada por todas as responsabilidades que tenho. Deixei alguns de fora pra que eu não possa me esquecer que ainda posso amar. Não posso deixar de amar aqueles que tanto me marcaram com seus gestos e palavras singulares, ou simplesmente sorrisos e risadas, vozes com uma certa musicalidade de gelar as mãos e a barriga. Por noites em claro com essas ou por essas pessoas é que eu não devo guardá-las e esquecê-las agora, logo agora.
Confesso a minha falta de caráter em deixar algumas preciosidades sem resposta, mas também confesso que a mágoa e indiferença me corrói. Não quero ter de pensar mais uma vez em um problema sem solução, porque não quero ter de voltar atrás e depois voltar atrás de voltar atrás. Voltando assim, não volto e nem avanço. Penso que seria mais fácil simplesmente esquecer, deixar ir. E às vezes até acredito que já foi. Mas quando um laço de pensamento me prende eu percebo o quão hercúlea torna-se essa tarefa, agora enxergo o grande erro que criei dentro de mim.
A pior parte de morar sozinho é rir de algo sozinho, porque de resto é tudo muito bom. Tristeza mesmo, essa eu não gosto de compartilhar com ninguém. Só com essa janela branca.

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