domingo, 19 de maio de 2013

Cérebro Garrincha

Tenho sonhado muito ultimamente, dizem que sonhamos todos os dias, então vou corrigir: tenho conseguido lembrar muito mais de meus sonhos ultimamente. Sonho muito que estou tendo aula ou tentando resolver algum exercício. To acordando cansado. A outra parte dos sonhos remetem à família, amigos ou solidão em plena natureza selvagem. É vergonhoso dizer, mas sonho com frequência que sou algum tipo de animal corredor ou voador, são os melhores sonhos: sem amor, sem saudade, sem angústia, sem esforço. Nesses sonhos me restam extensos campos pra correr ou horizontes lineares pra alcançar.

Fiquei vários anos sem chorar, não me orgulho e nem me envergonho disso. Fui chorar de verdade agora, no início desse ano, depois de uma decepção e logo após uma grande perda. Tento não ficar triste durante meus dias, e consigo cumprir essa tarefa, no entanto eu sinto que minha cabeça tenta driblar todos esses anos sem choro através de meus sonhos. Não sei se evito ou tenho medo de chorar aqui no plano real, mas em meus sonhos isso vem ocorrendo com uma facilidade impressionante. Meu inconsciente me trapaceia com os sonhos mais tocantes que já tive e neles desabo, sem controle, aos prantos. Acordo molhado -com o rosto molhado-, acho que se fosse o lençol eu me sentiria menos mal. não

Ah, como eu gostaria de voltar a escrever sobre coisas boas! O que me conforta é saber que isso não vai durar para sempre, mas o que desconforta é não saber quando.

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