Nunca estive tão cansado, meus olhos nunca estiveram tão caídos e minha cabeça nunca pesou tanto quanto agora. Percebi que certas coisas não são efêmeras como eu pensava, e isso me faz admirar, como nunca, as pontas de meus pés enquanto caminho. Não tenho mais orgulho, percebi que o orgulho sempre prejudica até quando usado como sinal de admiração.
Sonho há um bom tempo, tempo suficiente para agir. Só que agora é agora e o futuro eu deixo fluir, porém não me sobra presente e sem isso de nada adianta o futuro. Quando me aquieto a dúvida se apodera de cada centímetro de meus pensamentos e mais uma vez não tenho resposta alguma, só suposições futuras, mas de novo sem uma atitude no presente.
Não sei se gosto de sofrer ou se aprendi a gostar. Não faz diferença quando se perde alguém, pois gostando ou não a pessoa partiu, a dor chegou, o futuro ficou distante e todas as músicas são sobre você. Não faz realmente nenhuma diferença, pois você nem sabe se a pessoa ainda existe. Mas faz diferença quando se sonha, um sonho sem prévia, mas que magoa quando se acorda e faz perceber o quanto o amor é permanente e seu esquecimento é sutil.
Sonhar dói, dói no sonho e dói em cada som do despertador. Não faço ideia do que aconteceu, às vezes me arrependo de ter começado tudo isso, mas logo me vem outros que não merecem a minha falta de coragem e respeito. Outros que se lembram de mim e fazem questão de que eu saiba o quanto sou importante, outros que erram ao afirmar tal coisa e outros que eu me esqueço por conta de quem me faz sofrer. Admitir, ta bem difícil, mas acho que chegou a hora. Sonho, eu admito que perdi, não quero mais almejar algo que não posso ter.
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