quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cold Night

Acabo de acordar em plena madrugada com uma grande vontade de escrever. Não tenho tema, motivo, sentimento ou razão. Só sinto frio.

Não sei se já consegui dizer tudo o que penso ou deixo de pensar com todos os textos que já publiquei, só sei que chega um momento que as ideias somem, a racionalidade se atrofia e só me sobra os sentimentos e escrever sobre sentimentos 'apenas' é uma das coisas que mais evito na vida. Os ideais mudam, mas do contrário que muitos acreditam os sentimentos mudam também e muito mais. Se irão mudar é inútil compartilhá-los. Mas a verdadeira barreira para mim agora é outra, o que me incomoda são os sentimentos que não mudam, esses sim merecem uma precaução a mais. Porque são esses que machucam de verdade, são esses que não deixam apenas marcas, mas sim amputações completas e são esses que quando revelados se tornam a arma mais poderosa e o escudo mais frágil.

São noites frias como a de hoje que me fazem querer ser o cara mais solitário da terra por ao menos 3 noites seguidas, só caminhar por ruas frias e vazias ouvindo apenas o som de meus passos lentos, sem rumo e sem direção só querer sentir o ar gelado nos pulmões e o vento cortando de leve a face a cada esquina. Mas são noites frias como essa que me fazem querer o que não tenho e sentir falta do que eu nunca tive de verdade, mas que tenho certeza que sinto agora.

"No rain, no pain."

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