Sinceramente, eu não gosto dos meus textos. Se eu pudesse simplesmente escrevê-los, compartilhá-los e nunca mais vê-los na minha frente eu o faria, mas o mais interessante de tudo é que eu gosto que as pessoas leiam meus textos, mas só as pessoas que não os entendem por completo. Deve ser por isso que eu os odeio tanto.
Errar não é algo facilmente aceitável pra mim, errar com certeza não é lindo como algumas propagandas dizem, o erro só se torna belo após o acerto e acertar de primeira não é tão legal. Fazer de tudo pra não errar e depois errar é uma merda, planos que não se concretizam. O tempo com certeza não é um problema, pelo contrário o adiamento pra mim é sempre bem vindo, o duro é quando não se pode adiar e você não está pronto. Errar cansa.
Errar cansa tanto que a maioria das pessoas desistem. Eu não admiro a desistência, em nada, nada mesmo. A desistência só demonstra que você pode jogar tudo fora e se você descobre isso uma vez nunca irá guardar nada pra si em toda a Vida. Descansar já foi uma das soluções utilizadas, mas quando se cansa de descansar as coisas se complicam.
Só queria parar o tempo, morrer, ficar só até sentir saudade de tudo e de todos e depois voltar, não uma pessoa diferente, mas uma pessoa descansada, sedenta pelo viver. Arcádia seria uma boa opção.
"Sentado em baixo de uma árvore sentindo a brisa fresca passar pelo imenso campo à sua frente fazendo a grama gorjear, ela beija seu rosto por completo fazendo com que seus olhos fiquem levemente cerrados. Em meio à luz fraca passando pelas folhas do enorme carvalho ele desenha com paciência e serenidade tudo o que não consegue ver ou possuir. Um desenho por dia, mas uma canção por mês. As canções não tem tempo para acabar, escrever uma para cada nome especial que já cruzara seu caminho, caminho esse que até de Vida já foi chamado, mas hoje se desfaz e se aproxima a cada dia a mais e a menos em Arcádia."
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| "Regalia dos deuses." |

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