Com esse pensamento me veio uma curiosidade enorme de saber:
Qual será a dosagem de cada um? Melhor, qual será a minha dosagem?
De quanta confiança eu preciso pra poder confiar mais? De quanto carinho eu preciso pra poder deixar de gelar a barriga? De quantos amigos eu preciso pra poder contá-los na outra mão? De quanto mais amor eu preciso pra descobrir que ele não existe? Infinitas substâncias com suas doses certas, nem me preocupo em citar todas aqui e agora.
Deitado na cama ao som de Pouca Vogal, livro fechado e mãos atrás da nuca com o olhar fixo no teto. Nesse estado eu passo por poucos minutos, mas é o suficiente pra poder ver que eu ainda não encontrei a resposta certa e não vai ser desse modo que vou encontrá-la. Encontrar respostas e depois simplificá-las, é, eu já fui muito bom nisso. Infelizmente já dei todas as respostas que pude dar e as perguntas parecem que se esgotaram.
Sentado na calçada, com o violão no colo como um filho, conto a ele várias histórias e só ele pode me entender. A minha preferida ele já decorou: "As Melhores Coisas." Nesse estado posso passar uma vida inteira, nele eu lembro o quanto as pessoas podem ser especiais sem medo ou razão contrária, nele todos falam, todos riem e o final é feliz. Quanta coisa já passou perto de ser meu primeiro lugar.
Sentado sem camisa em frente a tela do notebook escrevendo asneiras, esse momento é o agora, prefiro deixar a curiosidade dominar, não irei descrever como me sinto.
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| "O Tempo não pode passar... (8" |

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