quinta-feira, 12 de julho de 2018

Dor ou nada

Conseguir sorrir o dia todo com a alma despedaçada foi algo que me acostumei, até o momento. Minha mente não descansa por um segundo sequer, o peito se preenche de vácuo. Não importa quantos olhares ou bocas alheias eu encontre, a esfera opaca continua a existir. Será que tem um tipo de amor que se gasta? Família e amigos, amor constante e imutável. Amar uma mulher: amor constante, mutável e se desperdiçar não volta, gastou.
Esse calafrio não era dor, queria eu que fosse, são doses de nada me preenchendo mais e mais. Evitei muitas formas de não vê-la, não ter chance de voltar atrás; mostrar toda a face do mercenário que agora sou, decepcionar de propósito, gerar ódio e repulsa. Acordar todos os dias com o mantra: feliz sem mim; feliz sem mim; feliz sem mim. Hoje vi sua felicidade e todo esse nada começou a doer. Só quero que algo bom consiga brotar em mim novamente.

Pela última vez: Feliz sem mim.

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