domingo, 4 de fevereiro de 2018

Olhos de Navalha

No peito só resta o vazio e cicatrizes geladas, o frio na barriga é de dor, as borboletas que aqui já habitaram estão mortas ou cansaram de bater asa. Fui alvo das lâminas mais afiadas do mundo, lâmina fria nº 22; cortaram meu ser, minha honra e corromperam minha alma pra todo o sempre. Destruí o que construí durante 19 anos, já não posso ser o cavaleiro de armadura reluzente, mas sim o mercenário, sem código.
Cabelos negros me mergulharam na escuridão; não posso destruir quem me amou da forma mais perfeita e verdadeira, devo partir sem olhar pra dor que causei. Assim, a dor vai ser menor.

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